quarta-feira, 28 de julho de 2010

ARSENICUM ALBUM

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Arsenicum Album tem uma grande e profunda prostração, com um declínio bastante rápido das suas forças vitais.

É um deprimido, melancólico. Alternância de excitação e de depressão, por vezes no mesmo dia: num momento sente-se bem, com uma resistência vital ótima, para logo em seguida se sentir com extrema fraqueza, prostrado.

O menor movimento ou exercício esgotam-no.
Desespera-se com facilidade. Crê que os seus padecimentos não têm cura, recusando-se a tomar remédios, porquanto inúteis, já que vai morrer. É indiferente e a irritabilidade é uma constante.
Triste, ansioso, extremamente agitado, tem medo da morte, do escuro, de fantasmas. Medo de ter uma doença incurável. O medo ansioso da morte manifesta-se especialmente quando está sozinho. Os seus medos são normalmente acompanhados de suores frios.
Está sempre mentalmente agitado. Quanto maior o sofrimento, maior a agitação, a angústia e o medo da morte.

A agitação física e mental agrava entre a 1 e as 3 horas da manhã.
Não consegue estar tranquilo e em paz; muda de lugar constantemente, ou caso esteja demasiadamente fraco, pede incessantemente que o façam, que o transportem de uma cama para outra, de um sofá para a cama ou para outro sofá.
Ansiedade quando se encontra num ambiente fechado.

As dores de Arsenicum são queimantes como se carvões em brasa fossem encostados nas partes afetadas, que queimam como fogo. Geralmente são periódicas, o paciente está um dia bem e outro mal e melhoram pelo calor, bebidas e aplicações quentes, à exceção das de cabeça que melhoram por aplicações frias. Dores semelhantes a picadas feitas com agulhas em brasa.

Face pálida, magra.
Lábios secos, necessitando de ser humedecidos.
Pálpebras vermelhas e ulceradas. Edema, principalmente das inferiores.
Sede inextinguível e frequente de pequenas porções de água fria. No entanto, a água pesa no estômago como uma pedra. O doente quer água, mas evita beber sob pena de rejeição imediata da mesma, por isso, bebe pequenas quantidades de cada vez.
Não suporta o odor ou a visão dos alimentos.
Dores gástricas queimantes, como se carvões acesos estivessem a arder no estômago, depois de ter comido fruta, creme gelado, bebido água fria, bebidas alcoólicas, após ter ingerido carne em mau estado de conservação.
Vómitos após ter ingerido alimentos ou ter bebido.
Diarreia que surge também na sequência de ingestão de alimentos ou bebidas, com enorme prostração, desproporcionada à quantidade evacuada. Fezes pouco abundantes, escuras, de odor forte, irritantes e ardentes, gerando escoriações perianais.
Hemorroidas ardentes, impeditivas do sono e da posição sentada, que são aliviadas pelo calor.
As dores do abdómen que se apresenta distendido, são ardentes e melhoram por aplicações quentes.
Hipertrofia do fígado e do baço.
É um indivíduo extremamente friorento, não gosta e teme o frio gostando de estar quente, mas com necessidade constante de respirar ar fresco.
Coriza aquosa, queimante, escoriante e que chega a irritar o lábio superior, melhorando por efeito do calor. Febre do feno periódica, que também melhora pelo calor.
Respiração do tipo asmático. O doente tem necessidade de se sentar e de se inclinar para a frente. 

Não consegue ficar deitado, em especial depois da meia-noite.
Asma da meia-noite às três horas da manhã, com agitação ansiosa e medo da morte.
Tosse seca que produz fraqueza no doente, agravando depois da meia-noite.
Dor fixa no terço superior do pulmão direito.

O coração tem batimentos fortes, de tal forma, que as pessoas que estão perto do doente podem senti-los. Pulso rápido, de manhã ou à menor emoção, irregular. Palpitações com fraqueza e tremores.

Regras adiantadas e abundantes.
Leucorreia ácida, irritante, amarelada, corrosiva e de mau cheiro, principalmente quando a mulher está de pé.
Fraqueza dos membros que dificulta os movimentos. Contrações e tremores.
A pele está endurecida, com erupções escamosas, como farelo, agravando pelo frio e pelo coçar.
Pruridos que agravam à noite, da 1 às 3 horas da manhã e melhoram pelo calor, pelas aplicações quentes. O doente coça-se violentamente, a pele parece queimar.
Urticária por moluscos.
AGRAVAÇÃO: após a meia-noite; da 1 às 3 horas da manhã; das 13 às 15 horas; pelo frio e pela umidade; pelas bebidas e pelos alimentos frios; pelo álcool; o vinho; o exercício; estando deitado do lado afetado e com a cabeça baixa.

MELHORA: pelo calor, à exceção da dor de cabeça que alivia com aplicações frias; as bebidas quentes; a cabeça alta.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

AGARICUS MUSCARIA

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Em Agaricus surgem perturbações nervosas como consequência de estudos prolongados.

A indiferença marca o psiquismo de Agaricus. Nada o interessa, nada o motiva. Não se esforça seja para o que for.

Tem muita dificuldade em pensar. O seu pensamento é lento. Dificuldades intelectuais.

No entanto, agita-se, fala sem cessar, canta e ri, mas não responde às perguntas que lhe fazem. Chega a profetizar.

Gosta de fazer versos.

Por vezes afronta com as suas palavras quem o rodeia, para logo depois começar com cantorias, que se adaptam às ideias afrontosas.

Os sintomas mentais podem surgir após esforço intelectual prolongado.

Depressão depois de excessos sexuais.

Não tem coordenação nos movimentos, chegando a tropeçar e a cair quando caminha. Deixa cair os objetos que transporta nas mãos.

Tremores.

Tem vertigens durante a manhã, principalmente por efeito dos raios solares.

Dores penetrantes, como se agulhas de gelo se estejam a enterrar nas zonas doridas.

Dor de cabeça frontal, que se estende à raiz do nariz.

A cabeça move-se constantemente, está sempre em movimento.

Os olhos movem-se, os globos oculares oscilam continuadamente.

Tem dificuldades de leitura.

Sente prurido e queimação nos ouvidos.

Língua que treme, tornando difícil articular as palavras.

Dores no abdómen, picantes e ardentes. Flatulência com emissão de gases sem cheiro.

Diarreia acompanhada de grandes descargas de gases.

Necessita ir com frequência à casa de banho, mas não consegue evacuar.

Tosse do tipo convulsiva que termina com o paciente a espirrar.

Durante o coito o homem tem dores na uretra.

No sexo feminino, sensação de que os genitais estão a ser puxados para baixo.

A coluna vertebral é muito sensível ao toque, muito especialmente no que toca às vértebras dorsais.

Os membros têm contrações espasmódicas.

AGRAVAÇÃO: depois de fazer esforços mentais; no tempo frio; antes de um temporal; pelo ato sexual.

MELHORA: Durante a tarde; Pelo calor da cama.